Lego Elves: Segredos de Elvendale

Não gosto de ver potencial desperdiçado.


Elves: Secredos de Elvendale é uma série animada da Netflix que estreou em setembro de 2017 e, financiada pela Lego, a animação foi feita pelo Studio Mir. (O mesmo estúdio que fez a Lenda de Korra e Voltron). Contando só com 8 episódios parece que será um desenho de uma temporada só, o que não é tanto o problema, visto que o plot começa e se encerra nesses poucos episódios.

(Edição: Parece que, na verdade, essa é a terceira temporada de duas outras que também eram “fechadas” e que essas duas explicam melhor a amizade entre a protagonista e os seus amigos.)

A algum tempo cinco irmãs salvaram Elvendale de criaturas sombrias que ameaçavam a magia daquela terra, no entanto, uma dessa irmãs deve que se sacrificar e levar a pedra que consegue abrir portais dimensionais para o mundo humano. A história começa quando Emily, a neta dessa irmã que veio para Terra, vai para esse mundo visitar os seus amigos elfos, porém, sem ver que estava sendo seguida, Emily traz também a sua irmã mais nova Sophie, a qual acaba sendo sequestrada pelo Rei Goblin, o enredo, então, se desenvolve a partir do resgate de Sophie.

Assim, eu peguei para assistir essa série, pois reparei que se tratava de uma produção do Studio Mir, além de ter achado intrigante o plot quando vi o trailer. Porém, apesar de ter um universo interessante e potenciais personagens, Elves se mostra uma clara produção para vender brinquedos.


Onde os personagens, até apresentam personalidades próprias, mas que acabaram ficando genéricos com um roteiro que pareceu ter sido feito a toque de caixa, com piadas e diálogos feitos à base de “é isso que o público gosta”. O mesmo vale para o universo, que claramente teve regras que o regiam só para atrapalhar os heróis. Onde, justamente, durante sequestro da Sophie os dragões foram fazer a migração para trocar as escamas e, coincidentemente, quando ela é resgatada eles voltam para ter um final bonito.

Sendo o vilão o mais prejudicado por esse roteiro pop, visto que ele tinha condições de ser aquele vilão de várias camadas, com uma redenção justa, ou, quem sabe, podia ter sido um vilão sociopata manipulador, mas ele só ficou caricato e bobo.

Até mesmo a animação do Studio Mir se mostrou prejudicada pelo possível baixo orçamento, mas que, como um bom estúdio, conseguiu amenizar e soube onde colocar a animação mais fluida nas cenas apropriadas. Onde haviam cenas estáticas, mas na situação em que elas ficavam estáticas não fica tão estranho. Teve até alguns detalhes de fazer algumas pedras em formato de lego, visto que Elves é uma franquia da Lego.

Levando em consideração que eles tinham a intenção de fazer só essa temporada e eles queriam que houvesse um final, as situações da história conseguiram ocorrer bem e cada personagem teve um tempo interessante de tela. Sem contar que, com certeza, o público alvo, o infanto-juvenil, deve adorar, visto que é bem colorido e até divertido.

O que me deixa frustrada é que havia, ainda há na verdade, um potencial para essa franquia crescer e crescer para os outros públicos, era só ter dado mais atenção ao roteiro, principalmente aos diálogos, e ter planejado com mais autorialidade e menos com a intenção de ser uma propaganda de brinquedo.

Protagonistas femininas, elfos, portais, tinha tudo para ser uma parada grande.

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