Animais Fantásticos: Os Crimes do Fanservice

E voltamos para a mesmice.
Para tanto personagem você precisavam de uma série e não de 5 filmes.

Eu gosto de Harry Potter? Gosto, acho legal, divertido, afinal, eu cresci vendo os filmes e até li o último livro. Eu sou fã de Harry Potter? Potterhead, como chamam? Aí... Acho que estarei forçando um pouco a barra se disser que sim. Eu acho interessante o universo que a J.K. Rowling inventou, porém eu nunca gostei muito do Harry, ou da história do menino escolhido contra o mal encarnado.

(Sem contar que para mim, bruxas são um símbolo de força feminina e o universo da Rowling é muito masculino e não têm grandes bruxas, que me deixa um pouco com ranço. Mas isso é assunto para um outro texto).

Em 2016 quando estreou “Os Animais Fantásticos”, eu tive uma supresa muito boa com o retorno do mundo mágico, pois era um filme que tinha um protagonista subversivo - o Newt é um personagem que não se encaixa nos patrões de herói -, tinha uma aventura ao invés de uma história – onde se apresentava o universo mágico americano e as criaturas mágicas – e a inclusão dos trouxas - eu sempre quis ver a dinâmica dos trouxas com os mágicos e Jacob foi uma das melhores adições nesse universo.

O primeiro Animais Fantásticos é sem dúvida o meu filme favorito de toda a franquia.

Apesar das várias polêmicas que envolveram o filme de 2018, ainda assim estava esperançosa para o tal. Estava esperançosa de ver mais criaturas, de ver a escola da França, Beauxbatons, de ver o romance entre o Dumbledore e o Grindelwald (apesar da notícia que seria indireto), de ver uma nova aventura.

Se não visse essas coisas, tudo bem, pelo menos me de uma história que faça sentido. Só que no final foram várias histórias jogadas e que, se parar para pensar, não serviram para nada. Chegou no final do filme e eu não entendi nada. Depois de ver algumas críticas, além de entender o filme, eu entendi que era preciso ser fã para apreciar esse filme, pois eram fanservices jogados na tela.

Não tenho nada contra fanservice, como disse o cara do Omelete, quem é fan quer service, mas só me avisa antes que é um filme fanservice para eu baixar as expectativas.

Te adoro, mas você era desnecessário.
O problema começa quando tentam emburrar o Newt, o personagem que já vimos não ser a figura de herói, para a figura de herói. Ainda bem que o Eddie Redmayne entendeu o personagem e a atuação dele continua condizente, mas têm certas cenas, principalmente a final, que ficaram forçadas. O Newt não era necessário para esse filme.

Outro defeito é que não têm “Crimes de Grindelwald”, o Grindelwald aparentemente estava recrutando seguidores, mas só fui saber que essa era intenção dele quando vi as críticas, porque no meio desse "recrutamento" havia uma história desnecessária sobre a Leta. Além de eu só entender que Grindelwald é um vilão porque, primeiro, o mocinho disse que ele é um e, segundo, porque estudei história e sei como o fascismo começa. O problema é que faltou desenvolvimento do Grindelwald e faltou o romance dele com o Dumbledore, para a agente entender o porque eles não podem lutar entre si e o porque eles não são mais “mais que irmãos”. (Quando o Jude Law falou essa frase eu queria socar alguém).

“Mais o fã sabe”. Eu não sou fã, mas queria ser, só fica difícil ser quando me excluem.

O maior problema, para mim, nesse segundo filme é ter voltado para Hogwarts, mas se passar em Paris. Porque esse filme se passar em Paris? Alguém pode me dizer? O primeiro filme se passa nos EUA porque era o habitade de um dos animais que o Newt queria devolver para natureza, mas o que se tem para fazer em Paris? “É que o Grindelwald foi pra lá para recrutar sua arma secreta.” Mas no final a arma secreta é inglesa. Não teve nenhum descobrimento sobre o universo mágico da França, nem o ministério francês ajudou, mas deve de Hogwarts dos anos 30, porque ela era muito diferente e precisava ser re-vista.

No final “Animais Fantásticos” vai voltar para a mesmice de Harry Potter, do bem versus mal, sem explorar todo o potencial daquele universo e dar mil pontos para a Grifinória.

No final o romance era mais importante para história do que eles achavam.

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