Hereditário [Crítica]



Sinopse: Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse uma sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram.

Crítica por Reinaldo Barros: A famosa expressão “levar gato por lebre” pode se encaixar perfeitamente nesse suposto filme de terror e suspense. Até rola um drama leve, sem profundidade alguma, que chega a ser entediante.
As suspeitas de que esse filme não será lá essas coisas surgem logo no começo, os clichês aparecem para enterrar a originalidade junto com a vovó Graham. É nessa hora que coçamos a testa e torcemos para não ser mais um thrash (Gênero de baixa qualidade técnica).

A morte da mãe de Annie (Toni Collete) parece não ter abalado a família Graham, muito pelo contrário, seus membros não conseguiram o alívio desejado. A partir daí seus problemas só começaram! A medida que vamos conhecendo Annie e sua filha Charlie (Milly Shapiro) descobrimos como era a relação com a falecida. Alguns eventos estranhos começam a surgir em torno da pequena Charlie, enquanto Annie tenta lidar com o estrago emocional causado por sua mãe quando estava viva.


Quase já na metade do longa um acontecimento inesperado nos induz a acreditar que dali em diante será carregado de drama, mas é apenas uma “pegadinha”. Na verdade, logo depois desse trecho fica confirmado que era um thrash mesmo e as bizarrices vão seguindo uma atrás da outra, com um pouco de clichê como tempero. Para quem foi adolescente e se amarrava no “sobrenatural”, achava que o jogo do copo e do compasso era uma comunicação com o além... Sinto muito lhes informar, mas até isso foi estragado.

Esse é um daqueles filmes que pode perfeitamente agradar cineastas e ser detestado pelo público. Falo isso pela reação das pessoas na sala, que gargalhavam durante as cenas de “susto” e pelas críticas especializadas até o momento. Mas por que digo isso? Caso você assista (O que não recomendo) poderá constatar com seus próprios olhos que a equipe envolvida fez o dever de casa com relação aos elementos de um filme. Todavia isso resultou numa obra monótona, previsível e risível. Os atores se esforçaram para transparecer a complexidade de seus personagens, mas a estória é tão fraca que não adiantou ter no elenco Toni Collete, Gabriel Byrne e Milly Shapiro.

Um comentário:

  1. É uma produção espetacular. Tem protagonistas sólidos e um roteiro diferente, se tem uma coisa que eu não gosto nos filmes de terror atuais, são os screamers, e o que eu mais gosto é o terror psicológico, depois de vê-la você ficara com algo de medo. Os filmes de terror são meus preferidos, é o melhor. Meu favorito é It: A Coisa, acho que o novo Pennywise é muito mais escuro e mais assustador, Bill Skarsgård é o indicado para interpretar o palhaço. It: A coisa é realmente uma história muito interessante, uma das melhores de Stephen King, o clube dos perdedores é muito divertido e acho que os atores são muito talentosos. Já quero ver a segunda parte.

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