Em Busca de Vingança [Crítica]


Sinopse: Após perder sua esposa e filha num acidente aéreo causado por negligência humanada, Roman fica transtornado e inicia sua busca por vingança. Sua jornada incansável o coloca no caminho de Jake, o controlador de trafego aéreo responsável pela tragédia.

Crítica por Reinaldo Barros: Esse filme estreou por aqui no ano passado e agora chega ao Telecine no próximo dia 19 deste mês e hoje vamos lhe contar um pouco sobre esse longa, que nos mostra um outro lado do nosso eterno exterminador do futuro.

Se você espera por um filme de ação tipicamente hollywoodiano envolvendo terrorismo, uma grande tragédia e a vingança de alguém que mata meio mundo até chegar ao chefe da organização vá com calma, você pode acabar se surpreendendo. O trailer de Em Busca de Vingança passa a ideia de que a narrativa do filme vai girar em torno da tal vingança, porém não é bem isso o que acontece. O longa é um drama com um pouco de suspense e é aí que peca o trailer, além de não deixar claro a respeito do gênero.

O filme é baseado no desastre aéreo de Überlingen e nas consequências para os familiares das vítimas. Alguns dados são omitidos intencionalmente, em contrapartida o lado humano dessa tragédia ganha destaque.


A casa da família estava toda decorada com balões, algumas faixas de boas-vindas e um bolinho singelo. Com um buquê em mãos, Roman Melnyk (Arnold Schwarzenegger) segue para o aeroporto, faltava pouco para reencontrar sua família e matar a saudade. A demora era angustiante, porém, ao ser informado do atraso, Roman acaba devastado pela dor da perda da esposa e da filha grávida.

Do outro lado temos Jacob Bonanos (Scoot McNayri), uma pessoa comum, com um bom emprego e uma família feliz, que o ama. Bem parecida com a dos comerciais de margarina, entretanto, essa felicidade toda acaba ao descobrirem o acidente da noite anterior. Jacob se afunda numa depressão e é consumido pela culpa da morte dos 71 passageiros, entre eles 49 crianças. Tanto Roman quanto Jacob tentam retomar suas vidas, voltar a uma rotina, a uma realidade que parece impossível.

A dor e o sofrimento estão presentes o tempo todo, mesmo nas cenas onde não há lágrimas, diálogos ou sangue, mesmo quando não se fala sobre o desastre o sofrimento está lá com suas cicatrizes. No filme esse número de mortos e a idade das vítimas é omitido e apenas um controlador é responsabilizado, fora dele todos os culpados foram condenados.


Mas afinal tem ou não tem vingança? Tem sim, só que não espere muito por ela, vai por mim. E não espere também por um desfecho perfeito, um final com cara de final, sabe? O filme acaba e você fica lá sentando esperando a próxima cena que não vem. Tirando isso o filme é bom para quem curte drama.

Alerta de gatilho: Algumas feridas ficam sensíveis durante toda a vida e se você perdeu algum familiar ou amigo há pouco tempo, alguém muito importante para você por conta do erro de terceiro, de algum profissional que falhou em sua função; se você passou recentemente por um quadro grave de depressão ou está passando; se você pensa ou já pensou em suicídio; pense bem antes de assistir esse filme, pois algumas cenas fortes podem mexer com alguém que está psicologicamente abalado ou carrega um trauma ainda não superado.

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