Os Incríveis 2 [Review]

14 anos depois...


A continuação do clássico da Pixar, Os Incríveis, teve sua estreia no Brasil ontem, dia 28 de junho de 2018. Novamente dirigido por Brad Bird, o roteiro ficou responsável pelo mesmo e a produção por John Walker e Nicole Paradis Grindle.

Como foi mostrado nos trailers, a história do segundo filme dos Os Incríveis gira em torno de agora a Mulher Elástica sair de casa para trabalhar e o Sr. Incrível ficar em casa cuidando dos filhos.

Aquela típica troca de “papéis” para mostrar que um lado é tão difícil quanto o outro, só que não. Veja bem, quando víamos o lado da Helena Pêra, em nenhum momento nos foi mostrado que ela parecia cansada, ou que sentia falta da família, ou que ela tivesse dificuldades além do natural. Enquanto, por outro lado, o Roberto Pêra penava para ser um pai. (Eu não vou falar um bom pai, pois o que ele fez não foi mais do que um pai de verdade faria). Tenho que admitir, que isso me deixou bastante surpresa positivamente.

Além disso, eles representaram o Sr. Incrível de forma como muitos homens, nas suas posições de “chefes de família”, se sentem quando vêm sua parceira está ganhando mais destaque profissional que eles. Com inveja. Porém, ele não transforma essa inveja em destruição, como geralmente acontece, mas em determinação e parte para: “Ah é assim então? Pois eu vou ser o melhor ‘responsável’ de todos!” (Sem contar que a cena que o Sr. Incrível percebe que nem tudo é sobre ele é sensacional, foi a representação muito boa de como alguns meninos/homens reagem quando uma mulher ocupa o cargo “deles”).


E por mais que o texto acima possa parecer, não, Os Incríveis 2 não levanta bandeiras, longe disso, ele só naturaliza que as mulheres podem ser o centro das atenções. Visto que esse filme tem a estrutura igual ao do primeiro, só que dessa vez quem conduz a narrativa é a Mulher Elástica.

Mas deixando os país de lado, vamos aos filhos que também tiveram mais destaque que no filme anterior. Sendo que dos três a Violeta e o Bebê são que têm mais tempo de tela, sendo o Zezé o centro cômico e a Violeta sendo colocada como uma personagem mais adulta. Além disso eles têm um papel nesse filme que eu não esperava que eles fossem ter, sendo, para mim, o ponto mais alto do longo.

Os Incríveis 2 é um filme, no geral, que trata sobre família, em como os membros de uma boa família podem fazer os indivíduos crescerem individualmente, seja se tornando um pai melhor, uma heroína, assumindo mais responsabilidades ou começando a aprender a controlar os seus poderes.

Agora ao ponto essencial dos filmes de herói, a ação. A ação era tão divertida e envolvente que em certo momento me perguntei: “Eu estou vendo um filme da Marvel?”. Como boa parte da ação envolve a Mulher Elástica as cenas são bem mais dinâmicas e ágeis, com um combate menos truculento e mais tático. O que me leva a questão que, talvez a 14 anos atrás um filme desse não fosse tão bem executado no quesito da animação. Porque é visível o aumento da qualidade técnica, principalmente no look development (a textura dos personagens/objetos).

Os Incríveis 2 é o filme para você que está quatorze anos mais velha, para criançada de hoje, para os pais, para todo mundo que curte um filme de herói com ação e comédia.

Edna e Zezé, melhor dupla.

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