A Morte de Stalin [Crítica]

Já está nos cinemas!


Sinopse: União Soviética, 1953. Após a morte de Josef Stalin, o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos para decidir quem será o sucessor do líder soviético.

Crítica por Reinaldo Barros: Uma sátira política muito bem produzida, zueira do início ao fim e nos mínimos detalhes. A priori o título pode até enganar, passar a ideia de um documentário ou drama, mas é só o elenco começar a aparecer com legendas cheias de efeito e câmera lenta para ter a confirmação do gênero humorístico.

O filme começa um pouco antes da morte em si de Stalin, justamente para apresentar os personagens principais e sua relação com o líder bolchevique. Esse período ficou conhecido com um dos mais tenebrosos da União Soviética, pois o caos se instaurou no cenário sociopolítico. Conspirações entre os membros do alto escalão do partido e a incerteza e o medo tomaram conta da população.

A direção ficou por conta do já conhecido por trabalhos satíricos, Armando Ianucci. Os atores que mais chamam a atenção pela ótima atuação são Steve Buscemi (Nikita Khrushchov), Simon Russell Beale (Lavrentiy Beria) e Jeffrey Tambor (Georgy Malenkhov) e Jason Isaacs (General Zhukov).

Logo no começo você poderá estranhar o idioma e o elenco, pois todos os atores são estadunidenses e britânicos e falam inglês. Sim, inglês num filme russo! Mas lembrem-se, é uma sátira e o real aqui não é o foco e sim a “piada”. Outra questão importante de lembrar é a respeito das controvérsias que cercam esse tema e a crítica vai defender uma visão, uma interpretação de uma dessas versões sobre o fato. Falando em piada... as desse filme não são daquelas do tio do pavê ou do cão raivoso da internet, pois se trata de um filme satírico. Logo, é bem provável que você não vá gargalhar, mesmo quando achar graça.


Lembra da zueira nos mínimos detalhes que falei lá no começo? Pois bem, é exatamente isso! São abordadas algumas questões como a obsessão pelo sigilo das operações, a burocracia estatal, a cisão entre os grupos bélicos, o modus operandi dos militares e políticos, a queda do avião com a equipe de hóquei, etc. Além disso tem a abordagem caricata de alguns personagens e seus problemas com o alcoolismo, a perversão sexual e a inaptidão política. Somadas essas brincadeiras e críticas contribuíram para a proibição de veiculação do filme na Rússia.

Pessoalmente não achei o filme lá essas coisas, dá para rir? Eu não ri e nem achei graça. Apenas uma pessoa na sala gargalhava, enquanto os outros que gostaram mal riram. É importante ressaltar que por ser uma sátira política pode acabar, de certa forma, ofendendo os mais apaixonados, no entanto é necessário se despir de ideologias para conseguir assistir e avaliar a crítica em si.

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