Tomb Raider: A Origem [Review]

As definições de crush foram atualizadas.


Tomb Raider é originalmente um vídeo game de 1996 da Core Design, que teve um reboot em 2013 pela Crystal Dynamics e a Square Enix. A franquia original já havia ganhado uma adaptação em 2001, e em 15 de março de 2018 Lara Croft voltou aos cinemas seguindo a nova geração. O filme foi distribuído pela Warner Bros., dirigido por Roar Uthaung e teve 1h58min de duração.

A nova adaptação de Tomb Raider, conta a história de Lara Croft (Alicia Vikander), uma jovem inglesa, que após anos do desaparecimento do seu pai (Dominic West) resolve partir em uma aventura para encontra-lo. Tudo isso começa quando ela acha uma pista, em antigos trabalhos arqueológicos, sobre uma ilha mística que guarda o corpo de uma deusa da morte japonesa.

Foi um filme bastante parecido com aqueles feitos nos anos 80 e 90 sobre aventuras arqueológicas, como: A Múmia (1999), Indiana Jones (1984), O Escorpião Rei (2002), etc. Só que menos canastrão e com uma protagonista feminina. Então, para quem já está saturado de ver esse tipo de filme se torna algo mais do mesmo, porém é algo mais do mesmo bem feito. A história é bem contata e o roteiro é bem-feitinho, redondo com começo, meio e fim que se encaixam um com outro. Como o próprio nome já sugere, o filme é uma história de origem, ele vai falar como e porque a Lara Croft se tornou uma arqueóloga aventureira.

E não se engane, Tomb Raider, é um filme de ação e drama, e não de ação e comédia. Ele tem umas pitadas de comédia, mas são só, de fato, alívios cômicos. A ação do filme é muito boa e da fluidez a história, deixando interessante e “fácil” de assistir.

O ponto alto desse filme é a protagonista, Lara, e a interpretação da Alicia. A personagem traz um carisma tão grande, que mesmo com essa história canastra você quer saber o que a Croft vai fazer, como ela vai salvar todo mundo e como ela vai se salvar. A atuação da Vikander traz a humanidade para essa heroína e um bom drama para o enredo. Em contrapartida o pai dela, interpretado por Dominic West, quebrava toda essa magia com a atuação exagerada dele de: “tenho que salvar o mundo”.

A produção está ótima, dando espaço até para uma fotografia mais artística, e jogos de câmera deixaram a ação bem mais entretida de ser assistida. Também tenho que pontuar a falta de sexualização da personagem, o filme não deu espaço para um peito ou uma bunda desnecessária. Ele também coloca a realidade de uma mulher que estaria em uma ilha deserta: suja, de cabelo preso e com lama na cara. Em quesito de representação feminina só faltou mais mulheres na história, de resto, manda mais que tá pouco.

Tomb Raider: A Origem tem uma história ok, uma boa produção e uma protagonista maravilhosa, no geral ele é um bom filme. Espero que tenha mais da franquia, porque é uma franquia que dá para crescer no meio cinematográfico.

Vale lembrar que também não tem par romântico. <3

Um comentário:

  1. Sua protagonista mais humana também é mais rasa e superficial, entregando diálogos insossos que são salvos pelo carisma da atriz. Amei a Alicia no elenco! Lembro dos seus papeis iniciais, em comparação com os seus filmes atuais, e vejo muita evolução, mostra personagens com maior seguridade e que enchem de emoções ao expectador. Desfrutei muito sua atuação neste filme Jogador No 1 cuida todos os detalhes e como resultado é uma grande produção e muito bom elenco.

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