Star Wars VIII: Os Últimos Jedi [Review]


[SEM SPOILERS]
Esse filme tinha que ser uma temporada de uma série.

Star Wars VII: O Despertar da Força,foi o primeiro filme da franquia que eu assisti e lembro-me de ter saído do cinema sedenta pela continuação, porém na quinta-feira saí da sala cinematográfica frustrada.

Star Wars: Os Últimos Jedi estreou essa semana em todo o mundo, dirigido por Rian Johnson, ele tem 2h33min que deveriam ser 10 episódios de uma hora. De fato, eu adoraria maratonar essa série de Star Wars, mas todo esse excesso de conteúdo no formato condessado de um filme me deixou levemente zonza.
Foram tantos acontecimentos em tão pouco tempo, que a minha suspensão de descrença foi afetada, em certos momentos do filme eu só pensava: “Isso é surreal.”, apesar de nos finalmente da película ter conseguido voltar para aquela realidade cinematográfica.

O que me deixou realmente desapontada foi um certo desenvolvimento jogado fora na meia hora final do filme. Mas me aprofundar nesse assunto é dar um spoiler, então deixarei para um poste mais apropriado.
O que me leva a história. A qual, apesar de condensada, foi bem trabalhada, as ações geravam consequências lógicas e os personagens sabiam levar o enredo adiante. Foram uma cadeia de desventura divertidas, com ações muito empolgantes, trabalhando, acima de tudo, a mitologia e a ideologia de Star Wars, entre o lado negro e da luz da força.
Enquanto aos personagens, tirando um ou outro, foram bem escritos, se desenvolveram, como o Poe ou se consolidaram como o Finn. Queria dar um destaque para as atuações da nova geração, enquanto a antiga deixou a desejar. Outro leve incomodo foi a quantidade desnecessária de animas galácticos, eu entendo que bonecos têm que ser vendidos, mas poluiu o filme.

Como miolo de trilogia, que serve para desenvolver e preencher, ele se saí muito bem, ele deu corpo e profundidade para nova geração. No entanto, a forma como esse filme foi escrito não condiz com o formato de até três horas do cinema, apesar do conteúdo, da história, do enredo, serem ótimas.
O que me faz refletir sobre a nossa geração seriada, que demanda mais e mais conteúdo e profundidade que não mais cabem no modelo cinematográfico dos anos 80.

Um filme, sobre tudo, sobre a força.

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