OVERWATCH [Review]


Vamos falar um pouco de games.


Jogo multiplayer (mais de um jogador) de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela Blizzard (Mesmo de World of Warcraft), teve seu lançamento no dia 24 de maio de 2016 e venceu como Jogo do Ano pelo The Game Awards, além de vário outros prêmios. Overwatch está disponível para as plataformas PC (requisito do sistema), PS4 e Xbox One.

Eu posso estar chovendo no molhado com essa review, principalmente por ser um jogo do ano passado, porém quero deixar a minha opinião de não jogadora de FPS (First Person Shooter).
Eu lembro quando Overwatch estava para ser lançado a ansiedade e a febre que foi, eu mesmo queria jogar, mas não possuía a plataforma para tal. Recentemente, no final do mês de setembro, a Blizzard liberou o jogo gratuitamente durante o final de semana. Como agora eu tenho um computador mais potente, resolvi testar e ver se era isso tudo mesmo.

E, de fato, foi um vício instantâneo. Apesar de no começo eu ter achado o jogo difícil e repetitivo, conforme eu fui jogando e aprendendo mais sobre o game, ele me conquistou.

Esse poste será dividido em 4 etapas: jogabilidade, produção, história e conclusão.


JOGABILIDADE (O quão/como jogável é.)

Overwatch é um jogo em time, online, de tiro em primeira pessoa. Porém o objetivo das partidas não é a equipe matar a outra, apesar das mortes influenciarem no modo competitivo, o objetivo é basicamente a equipe ficar mais tempo em um local, seja ele fixo ou em movimento.

E para manter o ponto é preciso ter um time balanceado, por isso o jogo oferece 4 tipos de heróis: ofensivo (ataque), defensivo (cobertura), tanque (linha de frente) e suporte (cura). Como disse, eu não jogo FPS, e eu identifico essas categorias de personagens pelos RPGs (ou MMORPGs), afinal para fazer uma equipe forte é recomendado um time com tipos de membros variáveis. Em Overwatch não é diferente, um time heterogêneo te leva mais longe. Isso foi o que mais me chamou a atenção, porque eu prefiro jogar de suporte e saber que vou ter uma zona de conforto no jogo, como healer (curandeira), é muito atrativo.

Overwatch te dá uma variedade atrativa, porque além de ter a carreira a qual está acostumado, você pode tentar coisas novas, sem ter que criar um novo personagem do zero, acabou a partida em 2 minutos você está em outra partida com outro personagem no mesmo nível de todo mundo. Pois o seu level não interfere na potência do personagem, alguém do LV20 com a Tracer e alguém do LV200 com a mesma personagem têm a mesma capacidade e skills (habilidade), ou seja, vai vencer que joga melhor.

Sobre a mecânica de tiro, eu não tenho muita referência, mas o que posso disser é que é aprendível. Se você, que nem eu, não está acostumado com jogo de mira, vai ser frustrante no começo, mas conforme se joga, vai se acostumando. Além de que há personagens mais fácies de se jogar e que te propõe mais entretenimento. Não se preocupe, pode parecer uma doideira colorida, mas com o tempo fica mais compreensível.

Como eu disse, esse é um jogo online, então, optei por deixar essa opção na parte da jogabilidade, principalmente porque Overwatch precisa formar uma equipe, que na sua maioria são pessoas aleatórias. A comunidade do jogo é um dos fatores mais negativo, sendo bastante tóxica, acho que não teve um jogo o qual eu não denuncie alguém por mau comportamento no chat. É coisa de educação básica, de viver apontando o dedo para o outro, de ser um mau vencedor, além da mais famosa sentença: “Time lixo!”. E essa toxicidade chegou ao ponto de estar presente até mesmo nas partidas casuais e de entretenimento, que não valem nada, que é só pessoal querendo se divertir ou treinar.
Sendo um jogo virtual, atrapalha e tira um pouco da diversão, quando tem umas pessoas no chat xingando ou sento negativas. (E é algo que eu vi bastantes youtubers reclamando também.)


PRODUÇÃO (Questões de gráficos, dublagem, preço etc.)

Desde do seu anúncio, Overwatch, se propôs a ser algo grande, de qualidade e diferente dos FPS comuns. No geral, ele entrega. Para um jogo lúdico e colorido os gráficos estão ótimos, é um 3D de filme de animação. O número de skins (roupas) que cada herói tem, para o tempo de vida do jogo também é bom. Porém até o momento eles só fizeram quatro tipos de eventos, espero que aumente, porque os que aconteceram foram bem divertidos. A cada partida do jogo há um cenário diferente (um lugar do mundo diferente), com uma ambientação e fotografia próprios, que interferem na luz dos personagens. Vou ressaltar aqui que o “Menu” também é bem clean (limpo), que balanceá a explosão visual durante o jogo.

O destaque vai para dublagem, o jogo é todo em português e com falas localizadas, com gírias e expressões nacionais. As vozes realmente dão vida e personalidade aos heróis, em especial o Lúcio, que ficou como um tipico carioca. (Só um detalhe, alguns personagens têm por volta dos 60 anos e possuem skins deles mais novos, porém a dublagem continua de um senhor, seria legal se mudasse também.) Da gosto de colocar na linguagem “brasileira”.

Eu, particularmente, achei o jogo leve, para tudo que oferece, são aproximadamente 22GB e está rodando em um PC já de alguns anos. O jogo puro custa R$160, o que está na média dos jogos da mesma geração, porém eu acho meio salgado, o preço da versão luxo, então, que só oferece uns brindezinhos é nem se fala, R$250. Eu sei que ele está na média da conversão do dólar, mas para a pouca variedade que ele ainda oferece, acho que a faixa dos 90 reais seria mais justo.


HISTÓRIA (Universo do jogo.)

Sim, Overwatch tem uma história, e foi isso que me fez ficar apaixonada por ele. O jogo possui uma história original em um universo paralelo futuro, porém ela não nos é contada no game propriamente. O jogador só tem dimensão do universo se procurar em outras mídias, como no canal do youtube, nas comics ou no site com o perfil dos personagens. (Não se preocupe eles têm tudo em português.) No jogo só temos algumas insinuações com algumas falas de personagens.

Isso é algo que poderia ser melhor aproveitado, pois podia ter um “Modo História”, só para a gente saber mais ou aproveitar, imagina um modo da Guerra Ominica? Eles liberaram uma vez um evento do passado do jogo, o Insurreição, mas foi por tempo limitado.

No que a história realmente influencia na gameplay é com o universo, a mitologia, nos cenários únicos e nos tipos de armas/poderes. Mas qual seria a história? Eu vou fazer um vídeo contando detalhadamente, mas aí vai um resumo.

Há 30 anos do tempo real do jogo houve uma grande guerra (A Guerra Ominica) entre os humanos e os robôs com inteligência artificial (Chamados Ominicos). Nessa crise a Nações Unidas daquele universo criou a organização da Overwatch para trazer paz e acabar com a guerra. Depois de colocarem um fim na guerra, a Overwatch continuou como uma organização agindo nos conflitos entre humanos e maquinas. Porém com o seu crescimento, ela começou a chamar atenção, tanto positiva, quanto negativa, surgindo até mesmo uma organização contraria, a TALON. Um grupo que acha que o confronto humano e robôs é algo bom. Depois de números escândalos e ataques a Overwatch foi desativada, até o início do jogo, que parece querer trazer ela de volta.

CONCLUSÃO, finalizando.

Em um geral a jogabilidade, a produção e a história parecem seguir a mesma direção. A forma como o jogo funciona casa com a produção e com o tipo fantasioso do universo. Tendo um bom nível de entretenimento, porém não é para os jogadores casuais, se você não tiver tempo, ou paciência, para ficar jogando, ou treinando, ele vai se tornar frustrante. A falta de opções de jogos variados e a toxicidade da comunidade também afasta os jogadores que estão ali para se entreter.
Porém ele traz uma nova cara para os FPS, atraindo todo tipo de jogador. Se fosse dar uma nota seria 9.0, ele é ótimo, mais pode melhorar.

NOTA: 9.0
Sem contar que a mascote do jogo é lésbica e maravilhosa. <3

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.