Little Witch Academia [Review]


No final resolvi assistir tudo de uma vez e fazer uma review geral sobre a série.


Little Witch Academia, originalmente um OVA criado por Yoh Yoshinari, para o Anime Mirai 2013, (Um projeto anual criado pelo governo japonese para incentivar animadores em treinamento) teve sua série para televisão produzida pelo estúdio Trigger (Mesmo de Kill la Kill) entre 9 de janeiro de 2017 até 26 de junho de 2017, com um total de 25 episódios de 24 minutos cada. Ainda contando com a direção de Yoh Yoshinari o anime permaneceu com a essência dos seus dois OVAs anteriores.

Começando com a sinopse. Atsuko Kagari, mais conhecida como Akko, tem um sonho de se tornar uma bruxa como a sua ídola, Shiny Chariot (nome artístico), uma bruxa que fazia shows de entretenimento pelo mundo. Por isso ela se matricula na Escola Mágica de Luna Nova, academia a qual Chariot du Nord (nome original) se formou.
A história, então, decorre com o dia-a-dia da protagonista entrando em confusão na escola, enquanto tenta aprender magia.

Little Witch Academia tem uma história simples. Há um plot, uma trama, por trás disso tudo? Sim, mas, acho que seria spoiler contar mais do que isso. Segundo, não assista a série por causa do plot, porque em boa parte do anime ele é deixado como segundo plano. E isso não é uma falha ou um demérito, isso foi uma escolha de como fazer a série. O qual, desde do primeiro episódio, eles deixaram bem claro que assim que iria ser: uma comédia non-sense que mostra uma pequena profundidade do universo.

Para mim, o problema da série é ela ter sido feita na indústria japonesa, no formato 2 cour de 25 episódios, porque eu vejo LWA tem muito mais a pegada de cartoons americano, como Hora de Aventura e Steven Universo. (Inclusive em um dos OVA há um easter egg de SU). O anime deveria ter um monte de episódios de 11 minutos, na verdade alguns episódios serviriam bem melhor em menos tempo, com a história sendo explorada aos poucos. Uma série com o "vilão do dia", porém com cada episódio tendo importância para compreensão daquele universo. No entanto, ele não foi feito com vários episódios e isso pode acabar deixando as coisas rápidas e acumuladas no final, apesar deles terem conseguido manusear bem.


O próprio traço deles é bem caricato e puxado para o cartoonesco, dando personalidade única não só para os personagens como ao próprio anime.

Já que o plot está em segundo plano, os personagens, e a relacionamento entre eles, se torna o palco principal. E não é só no visual que eles são originais, eles são heterogêneos e bem caricatos. São personalidades básicas? Com a sonhadora, a tímida e a certinha etc? São, porém, são bem feitos. Sabe aquele, menos é mais? É Little Witch Academia. (E novamente é uma outra característica bem comum em desenhos animados.)

A Akko, como protagonista dá a atmosfera do anime, ela é impulsiva, alegre e bobona, que é o clima da série. Apesar dela ter um bom, e real, desenvolvimento tanto de personalidade quanto acadêmico, o seu relacionamento com as suas principais amigas, Lotte e Sucy, é quase que inexistente. A gente sabe que elas são amigas porque estão juntas, porque a Lotte e a Sucy eram arrastada pelas peripécias da Akko, não por uma real interação. A Akko tem bem mais desenvolvimento com a Amanda e a Constanze, as amigas segundarias, do que com elas. A falta de atenção com a Sucy e a Lotte é outro ponto fraco, talvez se tivesse mais episódios...

(Quero abrir um parêntese aqui para falar do Andrew, personagem criado para série, que é quase que inútil. Como personagem extra, que aparece as vezes para ter diálogos legais com a protagonista ele serve, mas no final do anime o núcleo dele é totalmente irrelevante. Toda hora que ele aparecia no episódio final eu me perguntava, para que?)


As personagens ponto forte, tanto na série quanto em se desenvolver e interagir com a protagonista, são a Prof. Úrsula e a Diana Cavendish. A professora começa misteriosa, boba e deixada de lado, ganhando destaque e se mostrando não tão inocente aos poucos, gradativamente, de forma bem orgânica. Da mesma forma é feito o seu relacionamento com a Akko, já que a protagonista vai adquirindo respeito e admiração por ela aos poucos.

E meu xodó da série, Diana, mais conhecida como a personagem que faz a Akko evoluir. Acho que o relacionamento delas é um dos meus favoritos de rivalidade. Eles souberam usar o propósito da rivalidade, que é crescer ambos os personagens (pelo menos eu vejo assim), de forma saudável e natural. No final as duas, que são tão diferentes, se entendem e se veem uma na outra.
Na própria atmosfera do anime a Diana é o contraponto de respiro e seriedade, a bruxa de uma antiga linhagem que sabe todas as respostas.


Na produção, foi uma série normal, não chegou a impactar ou impressionar, mas também não incomodou. Pelo menos em boa parte do anime, porque teve uns dois episódios, um pouco antes do final, que a qualidade deu uma caída, por algum motivo. (Provavelmente de orçamento.)
A trilha foi Trigger. Se tem uma coisa que esse estúdio sabe fazer é encaixar música com animação para fazer o seu coração palpitar e os pelos arrepiarem.
Enquanto ao visual, como já falei, é bem puxado para o desenho animado, com tons voltados para o frio e até dessaturado, que, para mim, são tons voltados a magia.

Considerações gerais. É um ótimo desenho animado, porém ele não foi bem-sucedido no formato escolhido. Mas acima de tudo ele é honesto, ele deixa claro que é um anime para se divertir que tem uma história por trás. Ele fica com nota 8, porque ele é justo, porém possui falhas. Lembrando que Little Witch Academia está disponível oficialmente, completo, duplado ou legendado na Netflix.


NOTA: 8,0

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